Muitas pessoas HIV positivas desejam ser tratadas como qualquer outra pessoa em comum, mas desde o surgimento do HIV, o vírus tornou-se inexplicavelmente ligado ao medo e a culpa, impedindo que muitas pessoas sejam abertas sobre sua própria soropositividade. Não somente sobre o medo da rejeição e opniões de parentes e amigos, mas o risco de perder o emprego ao revelarem o seu estado sorológico ao seu empregador, fala por sí mesmo.
Em países mais desenvolvidos, a maioria das pessoas que vivem com HIV ainda estão com a idade de trabalhar e receber tratamentos anti-retroviral que as permitem levar uma vida saudável e ativa. No entanto, com 20 anos de epidemia o HIV continua a ser visto como uma condição estigmatizada, onde muitas pessoas se sentem pressionadas a manter o silêncio sobre sua condição por medo da exclusão e/ou demissão no trabalho.
Grandes gestos foram feitos contra o HIV e sua discriminação, filmes como Filadélfia foram elogiados expondo a ignorância e o preconceito sobre o HIV no trabalho ena vida social. E agora, 20 anos depois, estaremos mais perto em tratar as pessoas vivendo com HIV como pessoas comuns da nossa sociedade, ou estamos ainda meramente promovendo uma cultura baseada no medo e culpa?
Muitos empregadores erroneamente acreditam que não seja um problema deles, pois não possuem nenhum funcionário HIV positivo, mas a realidade é que muitos empregadores já estão empregando pessoas que vivem com HIV, e eles simplesmente não sabem disso.
Desde o momento que uma pessoa é diagnosticada com HIV, a discriminação com base de seu status ser HIV positivo é ilegal, resumindo, se você esta sendo ou já foi classificado de qualquer forma em papel, documento ou verbalmente a justiça esta do seu lado . Qualquer empregador ou familiar crente que podem ignorar suas obrigações estatutárias pode haver um rude despertar. Os empregadores têm como a responsabilidade de tomar medidas razoáveis para proteger seus funcionários e familiares da discriminação e prevenir maus tratamentos e acima de tudo, contra a injustiça, e são também obrigados a não discriminar à quem vive com HIV durante a prática do recrutamento. Ao Ignorar suas responsabilidades, isto os levarão ao tribunal do trabalho.
Vivemos em uma cultura paradoxial onde caminhamos com passos extensos em direção a tolerância e a diversidade através da lei, mas o preconceito irracional e a discriminação contra pessoas vivendo com HIV continua.
O objetivo é a modernização e a racionalização da legislação sobre uma única lei de igualdade, e da criação de uma comissão única para que os direitos humanos ofereça uma esperança real e uma ação efetiva contra a discriminação do status do HIV positivo, que muitas vezes é ligada a homofobia e o racismo.
Em uma mais profunda análise, não é apenas a lei que precisa mudar, mas as atitudes e o comportamento de cada indivíduo se quisermos garantir que o tratamento inaceitável de pessoas vivendo com HIV seja erradicada. A extensão da legislação e a discriminação da deficiência deve ser mais ampla e acelerada como um sinal de que nós, como sociedade, reconhecemos que a discriminação e o preconceito não haja lugar em nossas famílias, trabalhos e vida.
Emerson Yaegashi
São Paulo, Fev/2012
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